Título: O Jogo do Anjo (2008) 
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Dom Quixote, http://www.dquixote.pt/

(em breve coloco aqui os comentários que escrevi sobre este livro)

Título: O Regresso do Soldado (Cold Mountain, 2000) 
Autor: Charles Frazier
Editora: Edições ASA, http://www.asa.pt

(em breve coloco aqui os comentários que escrevi sobre este livro) 

Título: O Relatório de Brodeck (2009) 
Autor: Philippe Claudel
Editora: Edições ASA, http://www.asa.pt

(em breve coloco aqui os comentários que escrevi sobre este livro)

Título: O Vendedor de Passados (2004) 
Autor: José Eduardo Agualusa
Editora: Dom Quixote, http://www.dquixote.pt/

Este é um livro que prima pela originalidade e pela coragem. Retrata a sociedade Angolana no recente período pós-colonial e descreve a vida de uma pessoa (Félix Ventura) que vive de criar passados para pessoas, isto é, "inventar" um percurso de vida edificante para a elite Angolana. É bem sucedido, aparentemente, mantendo uma larga carteira de clientes. Nisso o livro é muito interessante e actual, porque é recorrente encontrar personalidades que se preocupam (ou preocuparam) em retocar a sua história de vida como forma de a tornar mais credível. Existem vários exemplos disso na passado recente.

O narrador da estória de Agualusa é uma osga que numa vida anterior tinha sido um ser humano, isto é, é um espírito que re-encarnou numa osga mantendo a memória da sua vida passada. Descreve a estória e todo o seu movimento, e estabelece reflexão sobre os acontecimentos. Este é um daqueles livros em que damos por nós, em vários momentos, com os olhos no infinito e um sorriso nos lábios a reflectir sobre passagens do livro, ditas pelos personagens, ou sequências da história.

A estória descreve as peripécias de um dos clientes, um fotógrafo, que de alguma forma se entusiasma com o passado "inventado" e o tenta re-visitar como se fosse verdadeiro: visita os locais, procura as pessoas, visita cemitérios, etc. A estória complica-se claro, mas isso fica para desvendar pelo leitor. Não há romance sem uma estória de amor. Neste também existe uma, com a introdução de uma outra personagem (uma fotógrafa) por quem o protagonista se apaixona.

Um livro muito inteligente, muito bem escrito e absorvente. Foi com ele que descobri este excelente escritos que é Agualusa.
:-)

Título: Mentira (2004) 
Autor: Enrique de Hériz
Editora: Dom Quixote, http://www.dquixote.pt/


(em breve coloco aqui os comentários que escrevi sobre este livro)

Título: A Sombra do Vento (2001) 
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Editora: Dom Quixote, http://www.dquixote.pt/

Este livro foi uma verdadeira surpresa. Confesso que não tinha grandes expectativas quando ele me veio parar às mãos (não confio nada em quem o recomendou, mas confio muito em quem mo passou para as mãos). E é isso que acontece com os livros. Eles vêm ter connosco, são eles que nos escolhem. Há algo que se passa entre nós e os livros que é misterioso. Eu gosto de pensar que eles nos escolhem, que decidem vir ter connosco. Por isso, quando vou a livrarias ver livros, toco-lhes e passo as mãos pelas capas ao mesmo tempo que leio algumas páginas, fixo o nome do autor, tento relacionar com o que já li, etc. Muito raramente um livro vem ter comigo doutra forma. Carlos Ruiz Zafón conhece bem esta relação que temos com os livros e escreveu o grande livro que é "A Sombra do Vento". Um livro que alia livros a mistério, amor, intriga, romance, numa combinação perfeita e arrebatadora. Para além disso o autor coloca no livro a sua paixão por Barcelona, desenvolvendo a acção na primeira metade do século XX. A descrição pormenorizada da cidade e da sua vida é muito excitante, exactamente como é a cidade. Voltei a Barcelona depois de acabar "A Sombra do Vento". E fui a vários dos locais do enredo: re-visitei o "Les Quatre Gats", por exemplo, que continua um bom restaurante e café. :-)
Daniel Sampere visita com o pai o cemitério dos livros esquecidos: "Não podes contar a ninguém aquilo que vais ver hoje, Daniel", advertiu-lhe o pai. Na visita Daniel foi escolhido pelo livro "A Sombra do Vento" de um autor desconhecido Julián Carax. Daniel não sabia nada sobre o autor, nem nunca tinha ouvido falar do livro, mas adoptou-o. Magia?! Assim começa este fabuloso livro de 507 páginas, que descreve a vida de Daniel e a sua estória de amor, num enredo enigmático que se desenvolve nas ruas sombrias e misteriosas de Barcelona, mas essencialmente a forma como a sua vida mudou para sempre desde que ele teve aquele encontro com o livro de Carax.  
Um livro fabuloso este romance de Carlos Ruiz Zafón!


Título: O horto da minha amada (2005)
Autor: Alfredo Bryce Echenique
Editora: Dom Quixote, http://www.dquixote.pt/

Excelente livro escrito de uma forma muito divertida: estilo escárnio e maldizer. A forma de escrever de Echenique assemelha-se à de José Saramago (frases muito longas, com muitos apartes, notas e comentários) em muitos aspectos, apesar de ser bem mais corrosivo. É um retrato de uma sociedade conservadora, cheia de falsos moralismos e vazia, descrita contando a estória de Carlitos Alegre, um adolescente de 17 anos, estudante de medicina, muito religioso, filho de famílias bem instaladas e tradicionais, que se apaixona por Natália de Larrea, uma trintona divorciada e muito cobiçada pela elite política e financeira de Lima. Os amores de Natália e Carlitos são descritos com humor, mesmo os aspectos que levam um beato como Carlitos a envolver-se numa relação polémica, moralmente condenada pela sociedade. A forma como ele "obtém" a aprovação de deus, com conversas durante o sono (como a conversa que tem com deus antes de fazer amor pela primeira vez com Natália) ou até a sonhar de olhos abertos (conversa com a avó durante o seu funeral), é descrita em detalhe e de forma muito divertida: uma critica à moral da igreja pela sua falsidade.
Natália vive obcecada com a diferença etária entre ela e Carlitos. Tenta isolar o amado de todas as possíveis ameaças. Primeiro levando-o para o seu horto, onde tem a colaboração da criadagem e do motorista para manter Carlitos protegido. Depois levando-o para fora do país, para longe da família e amigos. Mas a relação não resiste a uma Natália cada vez mais velha e desconfiada das suas qualidades físicas. Por isso, quando Carlitos está fora em congressos médicos, recebe em sua casa jovens cada vez mais jovens (20-30 anos mais novos do que ela) como que para mostrar a si próprias que ainda os consegue atrair. A relação termina de forma abrupta, apesar de Carlitos conseguir uma carreira internacional de médico de muito relevo.
Um romance muito interessante de um autor que desconhecia.

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